A indústria da Convergência e a internet das coisas
João Pessoa,
14 e 15 de Dezembro

Professores e alunos conhecem projeto “Pontão da Caatinga” na Brasil-Canadá 3.0

A Conferência Internacional Brasil-Canadá 3.0, ocorrida em João Pessoa-PB na semana passada, trouxe, além dos painéis e palestras nacionais e internacionais, uma programação voltada para o fortalecimento da cultura regional. E um dos responsáveis por esta seara foi o projeto “Pontão da Caatinga”, que apresentou o programa “Segunda Tela” para os participantes, sobretudo os professores e alunos das cidades de Aparecida, Bananeiras, Catolé do Rocha, Serra Branca, na Paraíba, e Arcoverde, em Pernambuco.

Segundo Durval Leal Filho, coordenador e criador do Pontão de Cultura Digital da Caatinga, o projeto tem patrocínio do Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do programa Cultura Viva, com o objetivo de articular sete pontos de cultura e sete escolas públicas para produzir conteúdos digitais sobre o bioma caatinga, capacitando professores, alunos e agentes culturais no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Foram produzidos 62 vídeos em uma série de sete programas de TV, realizados por alunos e professores. Eles tiveram conhecimento de leitura crítica da imagem e realidade regional, introdução à linguagem audiovisual e produção de roteiro”, explicou.

Além daquelas cidades já mencionadas, estão contempladas também no projeto as cidades paraibanas de Cuité, Serra Branca e Taperoá. Segundo Durval, inicialmente, o projeto tinha colocado como meta 35 vídeos e praticamente duplicamos. Terminados os vídeos, a segunda parte foi a produção de uma série de sete programas de TV sobre o bioma caatinga. Dentro do edital não se previa a distribuição e difusão do projeto. Era a capacitação e a produção de conteúdo.

Mas, como estávamos num processo de extrapolar, resolvemos investir no segmento ‘programa de televisão’. Terminado o programa, buscando uma parceria com uma instituição privada, se estruturou uma startup com jovens de Mídias Digitais da UFPB. Começamos a trabalhar um novo conceito que está no ar, que está sendo discutido no mundo, com poucas efetivações práticas no campo da educação: a segunda tela. Nós começamos a imaginar em como trabalhar o conteúdo ‘segunda tela’ na educação. Então desenhamos um projeto de como interagir o que já tínhamos, fechando o ciclo: o aluno produzir o seu vídeo, estudar sua comunidade, produzir o conteúdo através do professor”, relatou.

Durval explica o conceito do programa Segunda Tela. “A primeira tela é a televisão, um projetor. A segunda tela parte do princípio de que quem está assistindo um conteúdo, você constrói um universo desse conteúdo. Naquele momento seguinte, o aluno está vendo, dentro de uma timeline, um conteúdo paralelo. A segunda tela compartilha outras informações, abre e dá multiplicidade de conteúdo. No momento em que o aluno, pelo próprio estudo, tem um dispositivo na sua mão, pode, na mesma hora, ampliar o seu conhecimento. A Segunda Tela é a primeira oportunidade de se pensar um plano de negócios dentro da TV interativa”, explicou.

O Pontão da Caatinga realiza oficinas de capacitação audiovisual desde 2010. Proposta pelo Para’iwa Coletivo de Assessoria e Documentação, a iniciativa segue com apoio da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) através da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários (PRAC) com a Coordenação de Extensão Cultural (COEX), pelos Pontos de Cultura Antônio Nóbrega (Aparecida-PB), Cariris Dança e Vida (Taperoá-PB), Anjos da Caatinga (Serra Branca-PB), Portadores de Eficiência (Cuité-PB), Multivisualnet Bananeiras (Bananeiras-PB), Sertão Cultural (Catolé do Rocha-PB) e Estação da Cultura (Arcoverde-PE).

Ascom